O que as marcas podem aprender com Pokémon GO?

A não ser que você estivesse escondido em uma caverna ou em um retiro espiritual isolado do mundo, você ouviu falar sobre o jogo mais popular do momento: Pokémon GO. A franquia, que tem 21 anos e estourou nos anos 90, se reinventou com o lançamento de um jogo de realidade virtual para celulares.

O que as marcas podem aprender com Pokémon GO?

Pokémon GO é o mais novo empreendimento conjunto entre a Pokemon Company, Nintendo e a Niantic, antiga empresa do grupo Google. O aplicativo já possui mais usuários ativos que o Twitter e o Tinder.

 

Essa mistura de uma nova tecnologia com uma franquia que é querida por muitas pessoas gerou o aplicativo de maior sucesso de realidade virtual até hoje. E existem algumas lições que podem ser aprendidas por outras empresas e marcas sobre como lidar com transformações digitais.

 

Desapegue do passado  

Pokémon GO é a mistura perfeita de algo que as pessoas gostam com algo que é atual e relevante. A franquia Pokémon está tão valiosa e em evidência quanto era a duas décadas atrás.

 

Contudo, o jogo só foi desenvolvido porque a Nintendo decidiu desimpedir o seu próprio caminho. A empresa resistiu fortemente a jogos para smartphones por acreditar que eles iriam ferir a propriedade intelectual que ela possui.

 

No entanto, a empresa finalmente está ouvindo o mercado de jogos casuais e os resultados não poderiam ser mais claros. Uma semana após o lançamento do jogo as ações da empresa subiram 58%. Essa aumento não é só relacionado com a capacidade do jogo de gerar receita, mas sim porque a Nintendo percebeu que, em um mundo movido por smartphones, é preciso focar mais em licenciamento dos seus personagens do que na produção de jogos.

 

Novas tecnologias precisam de marcas, boas histórias e boa usabilidade

Essa não é a primeira experiência de realidade virtual. Não é nem o primeiro jogo desenvolvido pela Niantic com essa tecnologia. Contudo, é o primeiro jogo a alcançar esse grau de sucesso.

 

Enquanto a ênfase nos esforços de transformação digital gira em torno da tecnologia que precisa ser criada e integrada, o valor da marca não deve ser subestimado, não só na criação de experiências relevantes, mas também em criar novas tecnologias.

 

O Google Glass tem lutado para se tornar mais do que um acessório que só é usado em momentos bem específicos, ainda assim os usuários do Pokémon GO estão mais do que engajados na realidade aumentada, assim como os usuários do Snapchat.

 

A diferença é que no Pokémon GO e no Snapchat a realidade virtual é apenas um subproduto de engajamento aliado a uma marca e uma narrativa que os usuários podem investir, e não apenas o foco principal de um produto.

 

Esse pode ser o caminho para muitas empresas, aliar personagens e marcas amadas/conhecidas com novas tecnologias para criar experiências significativas com os seus usuários.

Dobre a força da sua marca através de colaborações tecnológicas

Como dito anteriormente, Pokémon GO é uma criação de três empresas, Nintendo, The Pókemon Company e Niantic.

 

A tecnologia usada pelo jogo foi criada pela Niantic em 2010, que já lançou dois jogos de realidade virtual anteriormente, The Field Trip em 2012 e Ingress em 2013.

 

Ao invés da Nintendo criar uma nova tecnologia a partir do zero dentro de uma cultura historicamente contra tecnologias móveis, faz mais sentido investir na tecnologia de uma startup com conhecimento na área e trabalhar juntas na criação de um jogo.

 

Além disso, uma das razões para o desenvolvimento rápido do jogo (o aplicativo levou 10 meses para ser desenvolvido) é porque ele foi criado com base na infraestrutura do jogo Ingress.

 

A maioria das empresas obviamente não possui recursos para investir em realidade virtual, mas é inteiramente possível terceirizar e/ou criar uma parceria com especialistas em tecnologia que sabem o que estão fazendo. Dessa forma as empresas ficam livres e podem se focar em como reimaginar a sua propriedade intelectual nesse novo mundo.

 

O que vem a seguir?

Isso tudo não significa que a Nintendo está salva, Pokémon GO pode se tornar apenas uma moda passageira mesmo com proporções virais.

 

Fazer dinheiro através de jogos para celulares é muito difícil, mas o fato dele ser o aplicativo mais baixado atualmente é um bom sinal.

 

Em média, apenas 1% a 2% dos jogadores fazem compras em jogos, existirá outra forma de monetizar o jogo? Além disso, esse sucesso será algo que poderá ser duplicado pela Nintendo em suas outras franquias?

 

Só o tempo irá dizer. O que é claro é que nesse encontro entre nostalgia e realidade virtual um novo caminho para transformação digital apareceu na tentativa de capturar todos.

 

Fonte: Econsultancy

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